Tá tudo dominado: As pretas vão dominar o mundo!

Vamos falar de coisas boa? Vamos falar das nossas pretas que estão alcançando lugares mais altos, é tanta noticia boa que nem sei por onde começar…

Vamos iniciar nossa conversa falando sobre o  som da Iza, que promete ser uma das revelações do cenário musical,  a bela  conquistou mais de 70 mil seguidores após Hugo Gloss e Paulo Gustavo  compartilharam seus covers e também assinou contrato Warner Music. Hugoooo compartilha algo sobre nós,vai que cola.

A Iza canta sobre o empoderamento feminino e mistura o vocal potente a batidas eletrônicas, ela fez uma participação na minissérie Nada Será Como Antes e uma música na novela Rock Story,  Quem Sabe Sou Eu.

Dá um play no novo clipe da mina – Te Pegar –  e faz o som  trilha sonora dessa nossa conversa.

Aiiii gente e o que falar da despedida de  Barack Obama? Você deve tá se perguntando, mas o post não era sobre mulheres? Mas aí eu lhe digo, tem como falar de Obama sem falar de Michelle?

O ápice da emoção foi quando Obama enxugou lágrimas,ao falar da primeira-dama, Michelle.

“Michelle, nos últimos 25 anos, você foi não só minha mulher e a mãe das minhas filhas, mas você foi minha melhor amiga. Você assumiu um papel, que não pediu, e o fez seu modo, com graça, estilo e bom humor”. Família Obama, voltaaaa por favor!

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Se tem uma coisa que a lindíssima Taís Araújo sabe fazer é brilhar…

Que mulher, que poder, que diva… e o melhor de tudo é que a atriz vem se engajando cada vez mais na luta contra o racismo“Sei que esses assuntos são chatos, densos, pesados, difíceis. Mas têm de ser discutidos. É a minha questão pessoal: sou uma mulher brasileira negra”

Se em 2016 Taís foi considerada a mulher do ano pela Revista GQ, em 2017 ela roubará a cena novamente, a atriz será a nova integrante do programa do GNT, Saia Justa e estreará em março.

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Vamos ficar de olho no GNT, além de Taís teremos a Karol Conka que é uma das maiores referência da música e do empoderamento feminino estará  em frente ao programa Superbonita, substituirá Ivete Sangalo.

“Eu acho que ainda vou sobreviver pra ver essa revolução acontecer. A gente está passando por uma fase de reeducação cultural mesmo, as pessoas não sabem onde erram, e só sabem quando apontamos o erro. Não fazem por mal. O preconceito é uma questão estrutural e cultural “– afirmou, em entrevista ao GNT.

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2017 mal te conheço e já te considero pacas, não me decepcione e nem me faça passar vergonha  neste ano em todas as seis principais categorias do Oscar possuem pelo menos um diretor, atriz ou ator negros. É a primeira vez na história que isso acontece, 2017 também bateu o recorde de indicações a atores negros.

Viola Davis é a primeira mulher negra a ser indicada três vezes ao prêmio!
Outro acontecimento inédito deste ano é que a primeira vez que três atrizes negras competem na mesma categoria. Ao lado de Viola, Octavia Spencer foi indicada por seu papel em ““Moonlight: Sob a Luz do Luar”, e Naomie Harris por “Estrelas Além do Tempo”.

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Depois de todas essas noticias, só posso concluir uma coisa: As pretas vão dominar o mundo!
E quando esse dia chegar, eu tenho certeza que o mundo será um lugar mais justo pra se viver ❤

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Shonda Rhimes e as mulheres negras que queremos ver

Um assunto muito comentado pela comunidade negra em todo mundo, foi o discurso da atriz americana Viola Davis na conquista do Emmy de melhor atriz dramática, pela série How to Get Away with Murder, em meio a emoção do momento, mas ainda sim, muito certa e  consciente de suas palavras, Viola proferiu uma frase que me fez refletir mais uma vez, como nós mulheres negras somos representadas: “A única coisa que separa as mulheres negras de qualquer outra pessoa é oportunidade. Você não pode ganhar um Emmy por papéis que simplesmente não existem.”    A fala da atriz me remeteu a nossa realidade não só no campo televisivo e cinematográfico, mas também na forma como a sociedade nos representa e tenta nos encaixar em determinados padrões, sociais, estéticos e até mesmo afetivos e o quanto tem sido difícil quebrar esses paradigmas que tentam nos manter inertes na nossa caminhada para uma vida mais digna.

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  Uma das responsáveis por esse fato histórico, já que Viola foi a primeira atriz negra a receber o prêmio Emmy,  é a roteirista Shonda Rhimes, que é considerada uma das maiores roteiristas americanas da atualidade, sendo a criadora de grandes séries como Grey’s Anatomy e Private Pratice, as quais eu conheço um pouco mais, diferentemente das séries que tem atrizes negras como protagonistas (prometo que tentarei desacelerar o ritmo e parar em frente ao computador para assistir as temporadas anteriores) e é sobre essas séries e suas protagonistas que quero falar.

 

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Scandal e How to Get Away with Murder trazem mulheres negras como protagonistas (assim como a roteirista) que se destacam dentro das suas áreas profissionais. Olivia Pope, interpretada pela lindíssima atriz  Kerry Washington, apresenta uma advogada, ex consultora da Casa Branca, que trabalha para proteger os segredos da nação, evitando que grandes escândalos aconteçam, já Viola dá vida à Annalise Keating, uma professora de Direito Penal que  seleciona um grupo dos seus melhores alunos em sua turma da universidade para trabalhar em seu escritório. Ambas as personagens atuam e ambientes de grande prestígio social exercendo cargos importantes sendo reconhecidas por seus sucessos e suas competências profissionais. Do pouco que acompanhei das séries, me chama a atenção a forma como estas personagens estão inseridas em ambientes de poder e mesmo que não haja um recorte específico para as tensões raciais, que têm se aflorado nos Estados Unidos, o poder e o respeito que as advogadas detém, nos fazem sentir muito representadas.

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É impossível não fazer uma comparação com a teledramaturgia e cinema brasileiro e perceber o quanto as mulheres negras ainda são representadas com estereótipos, na maioria das vezes negativos, dificilmente se vê  uma atriz negra representando papéis de grandes profissionais, sem nenhuma conotação sensual ou perjorativa. Me incomoda perceber que ainda somos retratadas na grande maioria das vezes como mulheres com pouco estudo corpos sarados, rebolativas, dispostas a encantar e seduzir os homens. É preciso associar a imagem de mulheres negras não só apenas às empregadas domésticas, dançarinas de funk, ou passistas, pois não somos apenas isso, cresce cada vez mais o número de mulheres negras com ensino superior, mestrado, doutorado… E mesmo com todas as barreiras invisíveis impostas à nós, estamos alcançando papéis de destaque nos setores públicos e privados, então por que não sermos retratadas também como consultoras, advogadas e médicas de sucesso, assim como Shonda tem feito em todas as suas séries? São ações como essa que passam a mudar, mesmo que lentamente, a imagem que a sociedade em geral tem de nós mulheres negras e o mais importante, fortalece em nós a autoestima , para que nos sintamos capazes de ser o que quisermos, afinal, representatividade importa!

Beijos da Preta!

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