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Quem são nossos heróis?

por sexta-feira,6 maio, 2016 0 No tags 0

Quero viver de utopia como os meus heróis…Quero poder morrer um dia como os meus heróis

Com essa música PHCôrtes nos convida a conhecer heróis que não viveram só de utopia, que lutaram pelos seus ideias e deixaram seus nomes marcados na história do Brasil.

O canal no Youtube já existia, quando PH assistiu a peça de teatro “O Topo da Montanha” onde Lázaro Ramos e Taís Araújo interpretam a última noite de vida de Martin Luther King.

Essa peça está em cartaz desde outubro de 2015 e vem fazendo muito sucesso com todo o público, pois além de falar de um grande mártir também acentua a importância da mulher na sociedade.

E depois de assistir a peça, ele teve a ideia de fazer uma séria de vídeos falando de personalidades negras como o próprio Martin Luther King e Mandela, e pediu ajuda para a mãe – a quem devemos agradecer – que impôs uma única condição: que ele também fizesse vídeos falando de heróis negros brasileiros.

O primeiro vídeo da séria “Meus Heróis Negros” foi ao ar em novembro de 2015, e desde então Pedro Henrique Côrtes, o PH vêm pesquisando sobre personalidades negras e brasileiras que fizeram história (ou ainda fazem).

herois negros

Tudo começou com Zumbi, passando por Machado de Assis, Dandara, Carolina de Jesus, Elza Soares, Glória Maria, e tantos outros. Com a ajuda da mãe, PH pesquisa sobre as personalidades e faz seus vídeos falando de cada uma.

Falando a “língua dos jovens”, ele consegue passar o que ele aprendeu de uma forma bem simples e objetiva. E com exceção de Machado de Assis (que eu só fui descobrir que era negro a pouquíssimo tempo), nunca aprendi sobre nenhum deles na escola.

Confesso que gostei em particular do vídeo que conta com a participação da mãe dele em homenagem ao Dia da Mulher. Me emocionou ver uma mãe negra incentivando seus filhos a amarem sua cor e suas origens, e pensar no futuro sem mágoas do passado e ainda mais por ver que claramente como a mãe é heroína para ele.

Eu já me inscrevi no canal, e convido todos para se inscreverem também, por mais que não tenham interesse em assistir os vídeos, o incentivo para ações como essas e para esta geração é muito importante.

E para terminar faço à vocês a mesma pergunta que PH fez aos seus seguidores:

Por que não aprendemos sobre estas pessoas na escola? Por que muitos deles nem ouvimos falar?

Picnic Especial Dia das Mães

por sábado,23 abril, 2016 0 No tags 0

É, já faz um ano que fizemos o picnic com as três gerações da família Idalino, Dona Cida, as filhas Dani e Dai e as netas, Maria Julia e Isadora.

Esse ano, não queríamos fazer alguma só entre nós, e decidimos fazer um picnic coletivo e convidar todas vocês para participarem com a gente.

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O nosso picnic especial de Dia das Mães será dia 30 de abril, no próximo sábado, na Praça do Congresso a partir das 15 horas.

E para presentear todas as mamães presentes teremos Workshop de turbantes e aula de maquiagem com produtos Mary Kay, além de música, atividades para crianças e muita diversão.

Esperamos vocês por lá, para passar uma tarde diferente, alegre e trocar muitas experiências.

Pedimos a todas que levem comidinhas pra si e pra compartilhar (se quiserem) e toalhas para sentar.

Beijos e até lá! ;)

Marcha das Mulheres Negras: Todo dia é dia de marcha!

Teve mulher negra em Brasília sim, e não foram poucas. Segundo dados das organizadoras, cerca de 30 mil mulheres participaram da Marcha das Mulheres Negras contra o racismo e contra a violência.

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Saímos com cerca de 40 mulheres de Criciúma, as 2 horas da manhã para o aeroporto de Florianópolis, onde chegamos por volta das 5:30. Nosso voo saiu as 7:55 e chegamos em Brasília as 10:10 e após alguns minutos de espera por outras companheiras que estavam em voos diferentes, fomos direto pro Ginásio Nilson Nelson, onde foi toda a concentração do movimento.

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Pegamos a marcha já em curso e fomos acompanhando o trajeto de 7 Km que ía do Ginásio à Praça dos Três Poderes e depois voltando ao Museu Nacional da República.

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Foi cansativo? Foi! Valeu a pena? E muito!

É incrível quanta diversidade existe entre nós negros, tantas cores e estilos diferentes, que muitas vezes nos pegamos admirando tantas formas de beleza, tantas mulheres empoderadas. Realmente umas das coisas mais marcantes em nossas vidas.

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O objetivo de encher as ruas de Brasília com a nossa voz foi cumprido, mas o objetivo maior pelo igualdade e o bem-viver da mulher negra continua. Por isso essa luta é diária.2

Infelizmente um fato isolado e provocado por um único ser que não tinha absolutamente nada a ver com a nossa marcha acabou chamando mais atenção do que as outras 30 mil pessoas que estavam ali reunidas por um bem maior. Foi a forma que a mídia encontrou de calar o nosso grito. Mas o nosso ato ainda vai ecoar muito mais forte até sermos ouvidas, em cada movimento, em cada grupo de resistência, em cada mulher negra que não vai aceitar ouvir calada.

Já estamos recuperadas e prontas pra mais uma. Que em cada canto do nosso país onde exista uma mulher, exista resistência. Estamos na luta!

Confiram mais fotos em nosso Facebook.

 

 

Sobre o novo álbum de Emicida

por sexta-feira,25 setembro, 2015 0 No tags 0

Já faz algum tempo que queria compartilhar com vocês a alegria que senti ao ouvir o novo álbum do Emicida, intitulado Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa.

Enquanto continuamos o papo, aperte o play e deixe-se envolver com Passarinhos

Na minha adolescência ouvia muito rap e hip-hop e realmente adorava, mas com o tempo fui deixando pra trás, até porque os grupos e rappers que eu mais gostava foram parando com os seus trabalhos. Ainda acompanho alguns mas não com o mesmo “fervor” da adolescência.

Emicida é um rapper bem mais conhecido do que os da minha época jamais foram – com exceção de Racionais MC’s, é claro – mas nunca parei pra ouvir suas músicas, além das que me chegavam fácil através da TV e rádios. A primeira música que eu ouvi deste novo álbum foi Boa Esperança e só consegui exprimir meus sentimentos com um palavrão… Daí comecei a acompanhar melhor o trabalho dele, e fui cada vez mais me surpreendendo e descobri que ele é um dos poucos negros de visibilidade no Brasil que tem coragem de abordar assuntos como racismo, preconceito e toda a injustiça de séculos que os negros carregam nas costas. Mesmo os que levantam a bandeira a favor da negritude, dificilmente abordam assuntos como estes, considerados mais “delicados”.

Emicida Sobre Crianças, Quadris, Pesadelos e Lições de Casa.

O álbum tem uma pegada muito forte de cultura e história, de um encontro do negro que foi arrancado da África com o negro que foi jogado nas favelas, além de experiências do próprio Emicida reatratadas em suas letras, e eu vi tudo isso como um grito de liberdade: alguém teve coragem de jogar tudo isso na cara da sociedade. A primeira música já diz que ele não veio a passeio, Mãe, com participação de Dona Jacira (mãe dele), conta a trajetória da mulher que lutou para criar os filhos, e que muito se assemelha com a vida das nossas mães – é emocionante!  Outras músicas como Boa Esperança, 8 e Trabalhadores do Brasil acentuam ainda mais a indignação do rapper com a situação atual dos negros. Mas se você está achando que só tem rap “pesado” no álbum, Passarinhos (que eu coloquei aqui em cima) com Vanessa da Mata, Mufete cheio de ginga africana e Baiana, com Caetano Veloso, provam que é possível fazer rap com ritmos variados.

O que fica claro pra mim é que Emicida realmente está entregue a esta nossa luta contra o racismo, mas acima de tudo vem mostrar que tudo isto não é vitimização a toa. Estamos vivendo um período em que tudo é considerado “mimimi” e pouca importância se dá ao que ocorre, principalmente na internet, mas toda a bagagem que o Emicida trás em suas letras nos mostra que temos que falar, falar cada vez mais alto pra quem sabe assim sermos ouvidos…

O rapper tem repercutido bastante nas mídias em virtude do novo álbum, e além de ser capa da edição de setembro da Rolling Stone Brasil, Emicida também está concorrendo ao prêmio de Melhor Artista Brasileiro pela MTV – votem aqui! No último sábado Emicida também participou do Altas Horas e falou sobre a “diversidade” no Brasil, e quem quiser ver sua participação no programa, clica neste link.

E pra quem quiser acompanhar o trabalho do rapper, cofira o Facebook e o canal no Youtube.

Espero que vocês ouçam muuuuito ;)

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O Pequeno Príncipe Negro

por quinta-feira,20 agosto, 2015 0 No tags 0

O Pequeno Príncipe, de Antoine de Saint-Exupéry, é um dos livros mais conhecidos – e lidos – no mundo. Eu mesma já li umas quantas vezes, e tenho certeza que se ler de novo, sentirei as mesmas emoções.

Se você não leu o livro, fica a dica de leitura. Uma história singela e ingênua de amizade e amor ao próximo, que com certeza vale suas cento e poucas páginas (poucas mesmo!).

E essa semana estreou nos cinemas nacionais a animação homônima, que ainda não posso dar minha opinião porque não fui assistir, mas com certeza verei, nem que seja em honra ao livro.

Pra quem não conhece, esse é o Pequeno Príncipe, como retratado nos livros e desenhos animados:principe

Eu nunca pensei no Pequeno Príncipe de outra forma, sem ser claro e de cabelos loiros, acho que principalmente porque nunca tinha visto nada diferente do que sempre vi. Mas essa semana vi um ensaio que me deixou encantada: O Pequeno Príncipe Negro!

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O ensaio é de autoria de Mari Merlim do estúdio fotográfico Picnik Baby Photos, e foi realizado bem pertinho da gente, em Florianópolis, e o menino Artur foi quem encheu o ensaio de vida e beleza.

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É muito fofo esse menino! E não poderia ter combinado mais, toda a vivacidade que ele demonstra, tão autêntico, que não deixa espaço para “mas o Pequeno Príncipe é branco”, ou “poderiam ter utilizado um personagem mais ‘parecido’ com o menino”.

O ensaio tem feito bastante sucesso nas redes sociais e sites de notícias, sendo identificado como “O Pequeno Príncipe Brasileiro”. Concordo que ele representa uma mistura bem brasileira, mas porque não negro? Acho que muitas pessoas ainda pensam que chamar de negro é ofensa… Sei lá… Só sei que o Artur com a cor da sua pele e seu cabelo enroladinho nos mostram que não precisa de rótulos de raça ou etnias para ser quem você quiser ser – no caso dele, um príncipe!

pequeno príncipe

Confira o ensaio completo aqui.

Em um momento em que buscamos tanta representação para nós, negros e negras brasileiras, este ensaio mostra que nós mesmos podemos ser a representatividade que tanto buscamos.

Mais uma vez mostramos que a única coisa que nos limita somos nós mesmos.

Parabéns à fotógrafa pelas belas fotos, aos pais do Artur, e à ele por ser tão fofo né!

Me despeço com uma clássica frase do livro, que tem tudo a ver com este momento:

pequeno príncipe vou de preta

 

Beijos!sign-Mi

 

 

 

 

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