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Look de Preta: shorts jeans com blusa cinza 

por quarta-feira,18 fevereiro, 2015 0 No tags 0

Olá pretas!

Hoje é dia de apresentar mais um look de preta pra vocês!

A combinação de hoje é shorts jeans claro com blusa cinza com detalhes em renda, look bastante confortável que pode ser usado em diversas ocasiões.

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A blusa é bastante leve e os detalhes em renda dão um toque de sofisticação a peça.

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Outro detalhe que chama bastante atenção na blusa são as pedrarias!

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Por hoje é só, inspirem-se no look da semana e saiam por aí, lindas e radiantes.  Beijos da preta aqui.

 

Obs: As peças podem ser encontradas na Trânsito Modas.

 

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Neguinha do espanador X Queens of Africa: O brinquedo como forma de representatividade da criança negra

Na última semana mais um fato envolvendo uma denúncia de racismo tomou conta das redes sociais e mídias jornalísticas, dessa vez não foi uma agressão a algum atleta ou personalidade negra, mas sim uma boneca, batizada com o nome de “Neguinha do espanador”… Vamos ao fato…

Em uma parceria do MuBe (Museu Brasileiro de Esculturas) com a Estrela (empresa de  brinquedos) foram enviadas quinhentas bonecas “em branco” para que artistas de diversos lugares do mundo as customizassem e batizassem da forma que desejassem, para posteriormente montar uma exposição que percorrerá alguns lugares do país.

A polêmica está na representação de uma das bonecas feita pela artista plástica Rita Caruso, a boneca, negra, está vestida com plumas e segurando na mão um espanador. Assim que a exposição foi aberta em um shopping center de São Paulo, alguns dos expectadores passaram a publicar mensagens de repúdio não só à boneca, mas também a todo o estigma por trás dessa representação ainda recorrente da mulher negra.

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Confesso que tal representação também me incomodou, não só pelo racismo velado e disfarçado de boas intenções, muito praticado em nosso país, mas muito mais pelo reflexo disso nas crianças negras, que não se vêem representadas nas propagandas, nas novelas e nos brinquedos que consomem e como  mãe de duas meninas pequenas posso certificar que a essa falta de representação, afeta a autoestima de nossas crianças, fazendo muitas vezes com que elas não se aceitem da forma como são, já que tudo ao se redor as fazem crer que a representação do belo, está ligada ao cabelo loiro e olhos claros, e sinceramente criar uma boneca com um nome, ao meu ver pejorativo, além de reafirmar um estigma de que as mulheres negras só atuam em serviços subalternos, não fortalece em nada para a construção de uma representatividade positiva.

É visto a olhos nus a ascensão da mulher negra na sociedade, atualmente somos professoras, médicas, advogadas, etc, mas por que insistem em nos representar apenas como empregadas domésticas? Não é demérito algum ser empregada doméstica, como já disse aqui anteriormente, sou filha de uma empregada doméstica e tenho muito orgulho de minha mãe, mas consigo mensurar as mudanças existentes em nossa sociedade ao decorrer dos anos, fazendo com que muitas de nós pudéssemos galgar oportunidades melhores e é essa representação da realidade atual que desejamos.

Na contramão do que estamos presenciando em nosso país, na Nigéria o empresário Taofick Okoya , resolveu criar uma boneca que representasse sua sobrinha, a quem queria presentear, segundo Taofick, mesmo no país com a maior população negra do mundo, era difícil encontrar bonecas que se parecessem com as crianças nigerianas, por conta disso, criou bonecas com a cor e trajes típicos africanos, para que as crianças de seu país aprendessem a se aceitar e valorizar seus traços e costumes. Apesar da resistência inicial, atualmente a coleção de bonecas denominadas de Queens of Africa (Rainhas da África) ultrapassou a Boneca Barbie em vendas na Nigéria.

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Atitudes como a do empresário nigeriano, são necessárias nos quatro cantos do planeta e aqui em nosso país não é diferente, é preciso mostrar para nossas crianças o quão belas elas são e de como a nossa cor, os nossos traços marcantes e a nossa cultura são relevantes dentro dessa sociedade que muitas vezes tenta nos negar a ascensão e diminuir o orgulho que temos de ser assim, negros, belos e fortes. Quero que as minhas filhas se vejam nas propagandas infantis, que possam encontrar com mais facilidade bonecas negras, sem estereótipos, para que elas possam entender o quanto somos lindas, inteligentes e capazes e que mesmo com todo o racismo e machismo que ainda nos oprime, elas poderão ser o que quiserem na vida e não apenas a neguinha do espanador.

Look de Preta: Blusa de cetim e short jeans

por quarta-feira,21 janeiro, 2015 0 , , , 0

Hello pretas, hoje é dia brincar de modelete e trazer para vocês mais um look para o verão. O look de hoje é bem versátil, podendo ser usado em diversas ocasiões.

A combinação de hoje é uma blusa de cetim azul com short jeans de lavagem clara. Decidi combinar  look com uma sandália da Cravo & Canela que tenho a uns dois anos e que adoro.

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O que mais gosto nessa blusa são as mangas que dão um charme todo especial dando à peça um visual chique e despojado. Alem do mais o tecido leve é uma das pedidas da estação.

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O short jeans com lavagem clara é um dos meus preferidos, além do mais a modelagem boyfriend, mais “larguinha” se ajusta bem ao meu corpo e seus quilinhos a mais. Um detalhe que dá todo o charme à peça é um pingente no bolso de trás do short, eu achei isso um luxo!

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Por hoje é só, inspirem-se no look da semana e saiam por aí, lindas e radiantes.  Beijos da preta aqui.

 

Obs: As peças podem ser encontradas na Trânsito Modas.

Liberdade de expressão ou desrespeito as diferenças?

por segunda-feira,12 janeiro, 2015 0 No tags 0

Uma onda de protestos têm tomado o mundo em decorrência do atentado terrorista ocorrido nas dependências  do jornal satírico Charlie Hebdo em Paris, por conta disso discussões a respeito dos limites entre a liberdade de expressão e o desrespeito também vem sendo tema de muitos veículos de comunicação.

De forma alguma acredito que violência seja meio de protesto, ou forma legítima de se exigir respeito, mas por outro lado também não concordo que o humor em nome da arte ou liberdade de expressão seja usado para instigar as diferenças e acentuar ainda mais situações de conflito e preconceitos.

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A liberdade de um começa onde a do outro termina, se determinada pessoa decide acreditar em uma doutrina religiosa e nos seus dogmas, o que me dá o direito de ridicularizar e brincar com a crença do outro? Se houvesse um respeito mútuo com aquilo que as pessoas são ou naquilo que acreditam, muitas guerras de ódios seriam evitadas e menos sangue seria derramado.

Em nome do humor a qualquer custo, as minorias ou os menos favorecidos tem sido humilhados e não há comoção ou discussão a respeito, por enquanto a graça é feita em cima do credo ou da raça do outro, tudo bem, agora se “pisam no meu calo”, a situação toda muda…

O mesmo jornalista atacado a um tempo atrás vinculou uma sátira retratando a ministra da justiça da França Christiane Taubira, como um macaco, aí eu me pergunto: Esse tipo de humor está a serviço do quê? Com qual intuito se vincula a imagem de uma pessoa negra a um macaco se não com a intenção de ofender? 

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Infelizmente algumas publicações e alguns humoristas acreditam que tudo é válido para fazer graça, ainda defendem suas práticas muitas vezes preconceituosas, chamando os discordantes de politicamente corretos e alegando que tempos atrás, as pessoas não se ofendiam com piadas de negros, judeus e muçulmanos, se esquecem que a sociedade mudou e que o racismo e o preconceito religioso tão latente e aceito antigamente não cabe mais no dias em que vivemos.

Não só na Europa mas também em vários lugares do mundo, estamos presenciando casos de racismo e xenofobia, acredito que “tais manifestações de arte” só servem para perpetuar tal pensamento.

Pensando diferente dos padrões egocêntricos de justiça e liberdade eu própria troco a frase “faça humor não faça guerra” pela frase ” tenha respeito e não provoque a guerra”. O mundo precisa de paz e não de novo conflitos.

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Retrospectiva 2014: Dani

por segunda-feira,22 dezembro, 2014 0 0

Olá pretas do meu <3, já que estamos no final do ano e essa época nos faz lembrar tudo o que vivemos durante os últimos doze meses, hoje é a minha vez de fazer a minha retrospectiva do ano de 2014.

Esse ano foi um divisor de águas na minha vida,  foram tantas experiências que contribuíram para que eu amadurecesse ainda mais e me tornasse uma mulher mais confiante e de bem com a vida. Acredito que grande parte dessa mudança está relacionada a um dos acontecimentos mais esperados por mim e minha família: A minha formatura! Durante os quatro anos que permaneci na universidade um mundo novo se abriu pra mim, conheci pessoas incríveis e fui adquirindo conhecimentos técnicos e humanos que carregarei comigo para sempre. Eu tinha um grande medo de que alguma coisa desse errado e me impedisse de realizar o sonho que carreguei comigo durante muito tempo da minha vida, então colocar aquela beca e receber o tão sonhado diploma me fizeram respirar aliviada e ter mais coragem de seguir em frente.

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Mas nem tudo foi flores… alguns dias depois da minha formatura sofri um episódio de racismo lamentável e covarde: Alguma pessoa no intuito de me diminuir e me atacar, por motivos que até hoje desconheço completamente, compartilhou minhas fotos de formatura dizendo que eu parecia um macaco, nesse momento pude constatar de fato aquilo que já sabia: quando se trata do crime de racismo, nós negros estamos desassistidos, principalmente os negros comuns como eu, que não possuem fama nem dinheiro para processos e investigações, pois no meu caso, até hoje espero um contato da delegacia para averiguar a identidade do covarde que tentou me agredir via internet.

Mas como diz minha diva Alcione: a minha construção é forte e depois de perceber que por falta de vontade das nossas autoridades policiais  eu não conseguiria resolver esse caso eu segui adiante, continuei trabalhando com afinco dentro da sala de aula, recebendo e dando para os meus alunos muito carinho, trocando conhecimentos não apenas sobre os conteúdos de Língua Portuguesa e Língua Inglesa, mas também conhecimentos sobre a vida, sobre  tudo o que podemos ser e fazer e isso é o que mais me encanta na minha profissão.

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Em junho, alguns dias depois de completar 27 anos (me assusto toda vez que me dou conta de como estou perto dos 30) resolvi mudar o visual, assumi de vez o crespo e resolvi mudar o tom das madeixas, daí em diante percebi que uma nova Dani surgiu, me tornei mais confiante em relação ao visual, fiquei mais ousada e talvez mais abusada, mais acho que posso,  né?  Somado a isso muitas festas, muita amizade e parceria fizeram com o que o meu 2014 fosse especial.

Outra fato que me alegra muito foi a criação do Vou de Preta, quando fui convidada para participar do projeto, fiquei encantada com a possibilidade de compartilhar com vocês um pouco daquilo que penso e vivo, e junto com vocês mudar um pouco o estigma que acompanha a mulher negra.

Desejo a vocês um ano de 2015 repleto de realizações e felicidades e que todas nós possamos alcançar as realizações que tanto almejamos. Já disse aqui uma vez que quando a gente se ama o mundo retribui mandando mais amor ainda, acreditem nisso e teremos um mundo cada vez mais melhor.

Beijos da preta aqui.

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