Imigrantes conversam com alunos da E.E.B. Arruda Ramos

por quinta-feira,22 outubro, 2015 0 No tags 0

Criciúma tem nova onda de imigrante africanos

Alunos do Colégio Arruda Ramos receberam no dia 14 de Outubro, servidores da secretaria de assistência social de Criciúma para tratar de imigração. Durante o encontro quatro novos imigrantes do Togo se apresentaram aos alunos, que puderam um pouco de contato com a cultura e a linga do pais do continente africano.

A palestra é uma promoção da Escola Arruda Ramos em parceria com a ONG ACR, que vem desenvolvendo durante este ano o projeto Onnim, que tem por objetivo a gestão para equidade racial, onde busca envolver e estimular a reflexão em relação à lei de educação afro e suas implicações no cotidiano escolar.

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Segundo a coordenadora de proteção especial da Secretarial Social da prefeitura de Criciúma, Mariane Peruchi, hoje a cidade já conta com aproximadamente 2 mil imigrantes. Depois dos haitianos, ganeses e senegaleses, agora são os sul-africanos (cerca de 50) e os Togoleses (de Togo, cerca de 100 pessoas). No contato com alunos hoje pela manhã os alunos conheceram os processos de imigração, fizeram perguntas aos novos moradores da cidade e conheceram o hino nacional do Togo. Sem falar português, eles viram acompanhados do tradutor Jonas Santana, que é quem vem colaborando com a secretaria de assistência social a diminuir os problemas com a língua.

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Para a integrante da Ong ACR, Maria Estela da Costa Silva, é muito importante esse contato dos estudantes com imigrantes. “Isso possibilita outro olha para essa situação. Agora essa situação faz parte da nossa realidade. É uma troca muito rica. E a comunidade escolar tem que saber, para que leve essas informações para os seus pais”, explica. A iniciativa da Coordenadora Márcia Regina Costa e da professora Daniele Idalino dos Passos, que vem trabalhando  com o tema nas aulas de português, por meio do livro “Encontrando Deus além da fronteira”, história escrita por um ex-aluno do colégio, André Eleutério, que tratando da sua experiência de emigrar para Estados Unidos.

 

Crise econômica está afetando vida dos imigrantes

Ainda segundo coordenadora de proteção especial, Mariane Peruchi, os haitianos, que num primeiro momento vieram para região com ajuda das empresas que foram em busca de mão de obra, agora começam a procurar ajuda da secretaria de assistência social. Isso porque com o agravamento da crise econômica, muitos contratos não foram renovados. “Com a crise eles começaram a ser demitidos e começaram a nos procurar”, relata. Segundo ela o banco de dados com vagas de emprego já não é tão vasto assim. O que vem dificultando o encaminhamento para o mercado de trabalho.

 

O projeto

O projeto Onnim vem desde o início deste ano realizadas ações (oficinas, saídas de campo e atividades diversas) focadas na gestão escolar, na didática dos educadores, nas relações étnicas raciais estabelecidas na escola e na comunidade. O projeto discute negritude, história da África, cidadania, ética, democracia, direitos humanos, diversidade e participação política. Paralelamente à palestra com imigrantes, foi realizada uma palestra sobre a oportunidade oferecida pelos cursos técnicos do Pronatec da UNESC. A coordenadora do programa, Normelia Lalau, apresentou as possibilidades de realizar os cursos técnicos que são oferecidas de forma gratuita. Segundo Normelia são oferecidos os cursos de Técnico de segurança do trabalho, Agrimensura, Design de interiores, Podologia e Informática, todos no período da manhã.

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Por Ivan de Souza Ribeiro

Seis cores de batons em tons de pele diferentes | Entre irmãs

por segunda-feira,19 outubro, 2015 0 , , , , 0

Coloca um bando de mulheres juntas em pleno domingo à tarde sem muita coisa pra fazer, não vai dá outra; é invenção na certa! E assim  surgiu a ideia de testar os diversos batons –  ficou muito batom de fora –  em dois tons de peles diferentes!

A mesma cor de batom vai apresentar um resultado diferente em cada pessoa, o tom na pele, dos lábios e o contraste entre eles fazem o resultado final ser muito diferente, veja:

O Boticário Linha Intense – Cor 234 efeito Matte

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Genteeee foca no batom!!!!

Batom Mary Kay – Hibiscus
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Esse foi um dos meus batons favoritos!

Jequiti Mais Elas – Cor Babado

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Confesso que achei esse batom aparecido com o primeiro, mas vale lembrar que são cores e marcas diferentes! 

Avon ColorTrend – Cor Carmim

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♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Dailus – Cor Sapatilha Matte

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Esse com toda certeza já tem um lugar reservado aqui no meu ♥

Ricosti- cor Diva Matte

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Na hora de escolher a cor do batom não exite regras, escolha a cor que te deixe mais confortável, confiante e principalmente poderosa!

Ahhh não posso deixar de agradecer a minha irmã Daiana que prontamente se dispôs a participar da brincadeira ♥

Beijos!

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Shonda Rhimes e as mulheres negras que queremos ver

Um assunto muito comentado pela comunidade negra em todo mundo, foi o discurso da atriz americana Viola Davis na conquista do Emmy de melhor atriz dramática, pela série How to Get Away with Murder, em meio a emoção do momento, mas ainda sim, muito certa e  consciente de suas palavras, Viola proferiu uma frase que me fez refletir mais uma vez, como nós mulheres negras somos representadas: “A única coisa que separa as mulheres negras de qualquer outra pessoa é oportunidade. Você não pode ganhar um Emmy por papéis que simplesmente não existem.”    A fala da atriz me remeteu a nossa realidade não só no campo televisivo e cinematográfico, mas também na forma como a sociedade nos representa e tenta nos encaixar em determinados padrões, sociais, estéticos e até mesmo afetivos e o quanto tem sido difícil quebrar esses paradigmas que tentam nos manter inertes na nossa caminhada para uma vida mais digna.

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  Uma das responsáveis por esse fato histórico, já que Viola foi a primeira atriz negra a receber o prêmio Emmy,  é a roteirista Shonda Rhimes, que é considerada uma das maiores roteiristas americanas da atualidade, sendo a criadora de grandes séries como Grey’s Anatomy e Private Pratice, as quais eu conheço um pouco mais, diferentemente das séries que tem atrizes negras como protagonistas (prometo que tentarei desacelerar o ritmo e parar em frente ao computador para assistir as temporadas anteriores) e é sobre essas séries e suas protagonistas que quero falar.

 

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Scandal e How to Get Away with Murder trazem mulheres negras como protagonistas (assim como a roteirista) que se destacam dentro das suas áreas profissionais. Olivia Pope, interpretada pela lindíssima atriz  Kerry Washington, apresenta uma advogada, ex consultora da Casa Branca, que trabalha para proteger os segredos da nação, evitando que grandes escândalos aconteçam, já Viola dá vida à Annalise Keating, uma professora de Direito Penal que  seleciona um grupo dos seus melhores alunos em sua turma da universidade para trabalhar em seu escritório. Ambas as personagens atuam e ambientes de grande prestígio social exercendo cargos importantes sendo reconhecidas por seus sucessos e suas competências profissionais. Do pouco que acompanhei das séries, me chama a atenção a forma como estas personagens estão inseridas em ambientes de poder e mesmo que não haja um recorte específico para as tensões raciais, que têm se aflorado nos Estados Unidos, o poder e o respeito que as advogadas detém, nos fazem sentir muito representadas.

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É impossível não fazer uma comparação com a teledramaturgia e cinema brasileiro e perceber o quanto as mulheres negras ainda são representadas com estereótipos, na maioria das vezes negativos, dificilmente se vê  uma atriz negra representando papéis de grandes profissionais, sem nenhuma conotação sensual ou perjorativa. Me incomoda perceber que ainda somos retratadas na grande maioria das vezes como mulheres com pouco estudo corpos sarados, rebolativas, dispostas a encantar e seduzir os homens. É preciso associar a imagem de mulheres negras não só apenas às empregadas domésticas, dançarinas de funk, ou passistas, pois não somos apenas isso, cresce cada vez mais o número de mulheres negras com ensino superior, mestrado, doutorado… E mesmo com todas as barreiras invisíveis impostas à nós, estamos alcançando papéis de destaque nos setores públicos e privados, então por que não sermos retratadas também como consultoras, advogadas e médicas de sucesso, assim como Shonda tem feito em todas as suas séries? São ações como essa que passam a mudar, mesmo que lentamente, a imagem que a sociedade em geral tem de nós mulheres negras e o mais importante, fortalece em nós a autoestima , para que nos sintamos capazes de ser o que quisermos, afinal, representatividade importa!

Beijos da Preta!

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