Como você traduziria o preconceito?

por sexta-feira,20 março, 2015 0 , 0

“O que você faria se uma pessoa negra pedisse para traduzir uma publicação no Facebook dele em um idioma que ele não domina, e descobrisse que o conteúdo era racista e com agressões contra ele?”

Este post não é para nós, negras, mas sim para todas e todos que por acaso chegarem aqui.

Diversos estudos e experiências já foram realizados sobre racismo e seus agentes, e isso não é novidade. Mas as formas como institutos tem encontrado para mostrar o quão ignorante é o racismo sempre é uma surpresa, na maioria das vezes agradável.

A Lituânia é um país conhecido por seus atos racistas e seu povo nada receptivo. Uma agência local decidiu fazer uma experiência, chamando algumas pessoas para um teste fake, onde elas, em um determinado momento seriam solicitadas a traduzir uma mensagem para um homem negro, sem saber do conteúdo da mensagem e nem que se tratava de uma experiência. A reação das pessoas é emocionante, assista:

O que me tocou nesta experiência, é que de alguma forma as pessoas se colocaram no lugar do homem que estava sofrendo o preconceito, e puderam sentir um pouco da realidade diária dos negros pelo mundo todo.

E agora eu pergunto: o que VOCÊ faria?

Uhull

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Look de Preta: Coleção Outono/Inverno 2015 Dimy

por quarta-feira,18 março, 2015 0 , , 0

Olá pretas!!

O Vou de Preta esteve presente no coquetel de lançamento da nova Coleção Outono/Inverno 2015 da Dimy na loja Trânsito e separou algumas peças que prometem fazer sucesso na estação mais fria do ano.

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As estampas são o ponto alto dessa coleção! Foca na mamis poderosa atacando de modelos #linda

Vou_de_preta_coleção_outono_inverno_dimy_peçasA renda nas costas dá um charme mais que especial a essa peça! #desejandoesselook

Vou_de_preta_coleção_outono_inverno_dimy_peças_2Genteeee é uma peça mais linda que a outra! Essa peça foi eleita como uma das nossas favoritas e não poderia ficar de fora do Look de Preta de hoje.Vou_de_preta_coleção_outono_inverno_dimy_peças_3Gostaríamos de agradecer a loja Trânsito pelo convite e pela belíssima recepção e também a Alê Koga que está sempre nos socorrendo na hora de capturar os melhores clicks.

Pretinhas por hoje é só! Continuem acompanhando o Look de Preta toda semana.

Beijos das pretas!  

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Meu cabelo: uma questão de aceitação e identidade

Oii pretas, estou de volta para contar para vocês o quanto a experiência de assumir meu cabelo natural tem feito de mim uma mulher mais feliz e mais consciente do meu papel de multiplicadora em relação à autoestima da mulher negra.

Depois de muitos anos às voltas com alisamentos, escovas e afins,  decidi que aceitaria e usaria os meus cabelos da forma como eles eram, crespos e cheios de volume e essa decisão têm me transformado, cada vez mais, em uma mulher mais confiante e cada vez mais orgulhosa da minha identidade racial. Percebi que me libertar dos padrões estabelecidos por essa sociedade muitas vezes racista e hipócrita, tem me feito uma mulher mais consciente enquanto a minha beleza negra e sinto que minha aceitação faz com que as pessoas me aceitem e me admirem exatamente assim como sou.

Dani_Vou_de_Preta

Sou professora do ensino médio e fundamental, e é nas minhas alunas, principalmente as negras, que percebo o quanto o exemplo pode ser mais eficaz do que palavras, ao tocar meus cabelos e dizer o quanto gostam do meu visual, percebo nelas a vontade da mudança, a vontade de serem vistas e respeitadas como elas realmente são, isso me alegra e me incentiva, pois acredito que a representatividade é o ponto de partida para que nós mulheres negras possamos nos tornar conscientes da beleza que possuímos. E mesmo que de uma forma modesta se eu puder representar meninas que como eu se escondiam por baixo de um coque, ou passavam horas tentando transformar seus cabelos no mais “branco” possível, me sentirei extremamente feliz.

Além de professora, também sou mãe e a transformação que  mais aprecio está dentro da minha casa:  minha filha Maria Júlia.  Maria tem apenas 8 anos, mas carrega consigo uma autoestima de dar inveja em muitas adultas por aí. Ela costuma agir sem ligar para o julgamento das outras pessoas, o que confesso algumas vezes me preocupa.Desde que mudei o visual ela insistia para que eu a deixasse usar os cabelos ao vento, com dizem ela e a irmã mais nova. Eu sempre arrumava uma desculpa, primeiro por que sou perfeccionista e se o penteado não ficasse do meu gosto eu logo amarrava, por outro lado, sei  o quanto as crianças podem ser cruéis nos seus julgamentos e magoarem minha filha, mesmo que sem querer.

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Mas assim  como eu, minha pequena é persistente e me convenceu a deixá-la ostentar seu “black” por aí, ao vê-la toda faceira com seu novo visual me senti orgulhosa por dois motivos: o primeiro foi de ser um exemplo positivo para minha filha e o segundo foi perceber que todos os ensinamentos em relação ao orgulho que devemos ter da nossa cultura e dos nossos traços encontraram um solo fértil e desabrocham vigorosamente. Mais orgulhosa fiquei ao saber da atitude da Maria em relação à uma colega que a olhava desaprovando seu visual, com seu jeito peculiar de ser, minha Maria olhou para a menina e perguntou: Tá me olhando por quê? Eu sei que sou linda!

Realmente Maria, você é linda, seu cabelo é lindo e sua autoestima mais linda ainda!

sign-Dani